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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Delator entrega 30 empresas envolvidas em operações ilegais

A lista foi repassada por Eder Moraes, que chegou a ocupar os cargos de Secretário de Fazenda e de Casa Civil

Delator premiado e ex-superintendente do Bic Banco em Cuiabá, Luiz Carlos Cuzziol, que vem se tornando um dos principais nomes da Operação Ararath, revelou em audiência na Justiça Federal ter recebido uma lista com dados “de 20 ou 30 empresas” que seriam beneficiadas por meio de empréstimos fraudulentos.

A lista foi repassada, conforme informado em processo, por Eder Moraes, nome que chegou a ocupar os cargos de Secretário de Fazenda e de Casa Civil. As tratativas foram executadas diretamente com o presidente do banco, pessoa identificada como Jose Bezerra de Menezes.

Segundo Cuzziol, o começo dos empréstimos “se deu em virtude de uma solicitação do presidente do banco, José Bezerra de Menezes, para que atendêssemos as solicitações feitas pelo, na época ele não era ainda nem secretário, ele estava na MT Fomento, Eder Moraes”.

“Uma reunião entre eles ficou acertado que o governo do Estado, o governador era o Blairo Maggi, estava com uma dificuldade financeira para pagar os compromissos, questões de orçamento, e tinha algumas empresas com contas a receber, serviços realizados, serviços que estavam sendo realizados e que já tinha sido realizado, e ficou acertado que todas as operações passariam pelo crivo a pedido do Eder e negociado juntamente com o presidente do banco”, afirmou Cuzziol.

O delator premiado, que no começo das operações ainda ocupava o cargo de gerente de contas, revelou o primeiro contato, momento em que ficou sabendo sobre a prioridade nas operações.

“O senhor Eder Moraes, após a reunião lá em São Paulo, o presidente havia conversado com o superintendente da época, o Eder iria procurar ele lá, na época era o Antonio Eduardo, e tinha um desenho, uma relação de empresas que iriam operar com o banco. Ficou acertado também, tinha uma pessoa na matriz do banco, um funcionário, que ia fazer a estrutura das operações, a garantia. De que forma iria se operar”.

“Nesse intermédio, o Eder esteve no banco, sentou com o Antonio Eduardo, que era o superintendente, e após a saída do Eder o superintendente chamou os gerentes, e falou: ‘estou com uma relação aqui’. Não sei se era 20 ou 30 empresas. Empresa, telefone, contato, CNPJ e valores. Valores que ia ser operacionalizado com essas empresas”, salientou Luiz Carlos Cuzziol.

Os valores

Segundo Cuzziol, as negociações com as empresas apresentadas na lista não era compatível com o histórico do banco.

“Tinha muitas empresas grandes e empresas pequenas. Não era normal fazer as operações porque o banco era um banco de atacado. Não operava com empresas pequenas. Só com empresas de faturamento alto. Faturamento acima de R$ 500 milhões ano. Era o foco da época. Nessa relação, tinha empresas que faturava R$ 200 mil mês, R$ 500 mil, empresa que faturava R$ 1 milhão, R$ 2 milhões. Fugia um pouco da regra. Mas como volume, era grande”.

As garantias

O ex-superintendente do banco relatou ainda a falta de cuidado ao firmar os contratos. Garantias não foram levadas em conta. Valeu a palavra do presidente.

“Tinha contratos, mas o banco não se dava muita ao luxo de ficar analisando esses contratos. Já tinha um valor pré-determinado para ser operacionalizado dentro do banco, dentro daquela relação, independente do crédito, se tinha para receber realmente ou não, se o contrato estava vigente ou não. Não teve esse critério”.

A forma de empréstimo

Segundo o Ministério Público Federal, muitas das operações recebiam como garantia créditos fictícios que as empresas diziam possuir junto ao governo do estado de Mato Grosso por meio de simulação de prestação de serviços.

Cuzziol

Luiz Carlos Cuzziol firmou delação premiada em 2019 junto ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), em Brasília. Antes de colaborar, foi condenado em ação da Ararath. Processo de 2015 gerou pena de 31 anos de reclusão.

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