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domingo, 25 de outubro de 2020

Comissão abre processo por quebra de decoro contra vereador

Vereador é acusado por colega de praticar “atos incompatíveis com o decoro parlamentar”

A Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Cuiabá abriu um processo disciplinar que pode levar à cassação do mandato do vereador de oposição Abílio Junior (PSC), por quebra de decoro parlamentar.

O procedimento foi oficializado pelo presidente da Comissão de Ética, vereador Toninho de Souza (PSD), por meio de uma resolução publicada no Diário Oficial de Contas que circulou na última sexta-feira (18). O relator do processo é o vereador Marcrean Santos (PRTB).

“Fica instaurado o processo disciplinar para apurar a representação em desfavor do Vereador Abílio Jacques Brunini Moumer ‘em virtude de ter praticado de forma reiterada e conscientemente atos incompatíveis com o decoro parlamentar, por abuso de prerrogativas constitucionais asseguradas ao vereador’”, diz trecho do documento.

A representação é de autoria do ex-vereador Oséas Machado, que atualmente responde pela diretoria do Hospital São Benedito. O pedido formulado por ele foi lido no plenário da Câmara no último dia 15.

 

Ao longo do documento, Oséas apontou uma série de situações que Abílio protagonizou desde que assumiu o cargo de vereador, em janeiro de 2017. Para o autor da representação, em muitas ocasiões o parlamentar age com gracejos e debochando de seus colegas na Casa.

 

“Abilio Brunini tem praticado, de forma reiterada e conscientemente, atos incompatíveis com o decoro parlamentar e abuso das prerrogativas constitucionais asseguradas ao vereador”, cita a representação.

 

B.O., vídeos e confusão

 

Entre os fatos contidos na representação, está inclusive um boletim de ocorrência registrado por Oséas contra o vereador, em 26 de setembro do ano passado.

 

Na ocasião, Oseas acusou o vereador de abuso de poder, em razão de ele ter invadido o Hospital São Benedito, em diversas ocasiões, “agindo de forma arbitrária e coagindo funcionários da unidade”.

Ainda conforme o diretor do hospital, Abílio mexeu em computadores, armários, gavetas, sem autorização, além de fazer vídeos de funcionários e pacientes.

A representação traz ainda ofensas que teriam sido feitas por Abílio contra colegas. Em dada ocasião, por exemplo, ele acusou Adilson da Levante de “sentar no colo da base” do prefeito Emanuel Pinheiro, supostamente, por conta de uma promessa de asfalto em seu bairro. “Adilson, volta pra igreja e aceita Jesus. Para de beber. Para de fazer coisas erradas e continuar com maus exemplos”

Em outro momento, é citada uma sessão realizada na qual Abílio teria ofendido o colega Adevair Cabral (PSDB), sugerindo que ele é analfabeto. “Acho que a falta de alfabetização no Brasil é tão grande que alguns vereadores têm preguiça de ler até projeto de lei ou preguiça de ler uma placa. Acho difícil ler isso para o Adilson, que é mal acostumado com leitura. Vou indicar pra ele a Turma da Mônica ou gibis”, narra a representação.

“Na sessão do dia 16, o vereador representado, em sua sanha de humilhação, aponta sua metralhadora ao vereador Juca do Guaraná: ‘nem os dentes são de verdade. É falso, que nem os dentes do Juca do Guaraná”, acrescenta o documento, citando que a sessão inclusive teve que ser encerrada em razão da confusão que teria sido causada por Abílio.

 

Ainda no documento, há supostas ofensas feitas por Abílio a outros colegas, ao presidente da Câmara, Misael Galvão (PSB) – a quem ele classificou como preguiçoso -, além do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) – que Abílio chama de corrupto.

 

“O representado passa toda a sessão filmando no celular, fazendo selfies e zombando da fala dos demais vereadores. Ele utiliza as redes sociais para desgastar imagem dos colegas parlamentares e do próprio Legislativo”.

 

Outro Lado

Ao MidiaNews, o vereador Abílio Brunini disse que ainda não foi notificado da abertura do procedimento.

“Foi publicado, mas no Diário Oficial não tem muita coisa de informação. Não aponta os fatos e nem as provas. Acredito que provavelmente serei notificado amanhã ou quinta”, resumiu o parlamentar.

Na sessão em que foi lida a representação, contudo, o vereador Abílio Brunini chegou a sugerir que Oséas protocolou o documento por conta de ter sido alvo de denúncia formulada por ele.

“Denunciei o Oséas por corrupção no Hospital São Benedito, pois ele está fazendo cabide de emprego e pagando valor por fora, sem legitimidade, para servidores. Ele ficou indignado porque está respondendo no MPE sobre isso”, disse.

Afirmou também que o ex-vereador teria interesse em sua cassação, por ser o primeiro suplente na chapa. “Ele é primeiro suplente na minha vaga. Ele acha que fazendo uma representação como essa vai conseguir tirar meu mandato”.

 

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