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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Em B.O., ex de major cita relações sexuais forçadas e agressões

Documento com acusação foi elaborado no dia 9 deste mês na Polícia Civil de Brasília

O boletim de ocorrência registrado pela ex-namorada do major Thiago Vinicius Pinheiro da Silva, subsecretário da Casa Civil do Distrito Federal, relata episódios de agressão, relações sexuais forçadas e humilhação.

MidiaNews teve acesso ao documento, registrado na Polícia Civil em Brasília no dia 9 de novembro pela ex-namorada do policial, uma servidora pública de 30 anos.

De acordo com o B.O., a vítima teria sofrido diversas agressões físicas, morais e psicológicas ao longo de dois anos de relacionamento.

A mulher afirma ainda que ele sempre apresentou um perfil agressivo e tende a se tornar violento quando é contrariado.

“Narra que o agressor costuma ter acessos nervosos e, quando está sob esta condição, quebra objetos, bate portas com força e grita muito com a declarante”.

A servidora também apontou que o PM tem problemas com bebida e fica muito alterado ao ingerir álcool.

Além disso, ela diz que o major é possessivo e ciumento. E que não deixava a vítima sair com amigos sem que ele estivesse junto.

“Esclarece que o ciúme de Thiago era tão intenso que, certa vez, saiu de casa levando a chave deixando a declarante presa”, aponta o B.O.

Durante o namoro, o casal chegou a se separar diversas vezes, porém Thiago sempre procurava a vítima pedindo desculpas.

Depois de perdoado, o policial forçava relações sexuais com a mulher, mesmo ela dizendo não, segundo consta no relato da servidora. Durante as relações, ela diz que Thiago a enforcava e dizia: “Você merece! É para você aprender”.

“Narra que todas as vezes durante relação sexual, Thiago agredia a declarante de alguma forma”, diz trecho no documento.

Histórico de abusos

Na denúncia que fez à Polícia Civil, a servidora relatou que, no dia 10 de outubro deste ano, ela foi a um bar com alguns amigos e percebeu que foi seguida pelo então namorado. Ele teria ficado vigiando a mulher de longe.

Em determinado momento, Thiago teria visto um rapaz perto da namorada e o abordou e começou a discutir. O PM teria se afastado para evitar maiores escândalos, no entanto humilhou a servidora na frente dos clientes. Os amigos, então, interviram e Thiago foi embora.

Mais tarde, o acusado foi até a casa da vítima com um buquê de flores e pedindo desculpas.

No dia 1º de novembro, a servidora descobriu que o namorado ficava parado na frente do seu apartamento tentando ouvir se ela estava com alguém ou em alguma ligação.

 

Ao ser questionado, Thiago não conseguiu se explicar e passou a gritar e ofendê-la: “Você não presta! Você é uma pessoa horrível! Você não me merece!”.

 

Ele, então, começou a jogar objetos no chão e depois foi embora. Porém, continuou mandando mensagens dizendo que a vítima estava arrumando desculpas para “colocar outro homem dentro de casa”.

 

Em poucos minutos, Thiago mudou completamente e ficou amável, ligando diversas vezes pedindo para passar a noite na casa dela, mas a servidora não permitiu.

 

No dia 3, a vítima cedeu aos pedidos do PM e eles reataram o relacionamento.

 

Três dias depois, o PM chamou a mulher para ir a um bar com uns amigos dele. No B.O., a vítima diz que não queria ir, mas foi obrigada pelo namorado.

 

Já na casa da vítima, após muitas doses de álcool, o acusado teria ficado agressivo e jogado a mulher contra a cama. Transtornado, ele teria batido no rosto da servidora e arrancado suas roupas. Então, conforme a acusação, a estuprou e continuou batendo nela.

 

Em seguida, relata a servidora, Thiago dormiu e a vítima foi para a sala refletir sobre o que tinha acontecido.

 

Neste momento, ela viu diversas mensagens chegando no celular no policial e descobriu que ele mantinha outro relacionamento com uma mulher em Cuiabá. Ela também viu que o suspeito cometia as mesmas agressões com esta mulher, que até estava pensando em se matar para acabar com a dor.

 

“Essa situação mexeu muito com a declarante que, em seguida, tomou coragem e colocou o agressor para fora de casa”, consta no B.O.

 

A mulher relata que Thiago não demonstrou nenhum remorso em seus atos violentos e ela acredita que, se ele estivesse armado, poderia ser sido assassinada.

 

Medidas protetivas

 

Por determinação do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, o subsecretário está proibido de se aproximar da vítima – bem como de seus amigos e familiares – ou de freqüentar os mesmo lugares, sob pena de prisão em flagrante.

A Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso informou que deve abrir uma sindicância para apurar a conduta do major Thiago Vinicius Pinheiro da Silva, atual subsecretário da Casa Civil no Governo do Distrito Federal, que foi acusado pela ex-namorada de estupro e agressão.

 

Por meio de nota encaminhada pela assessoria, a PM afirmou que, até o momento, não foi informada oficialmente do ocorrido, mas afirmou que o caso será apurado.

 

“Destaca ainda que por se tratar de violência doméstica será realizada uma sindicância investigatória com a chegada dos documentos. Caso haja demora na chegada da denúncia, pode-se instaurar sindicância com base na divulgação dos meios de comunicação”, diz trecho da nota.

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