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domingo, 25 de outubro de 2020

Saúde coloca em prática o Plano de Ação de combate ao mosquito da dengue

A Secretaria de Saúde de Várzea Grande deu início às ações de enfrentamento ao combate ao mosquito Aedes aegypti transmissor das doenças dengue, chikungunya e zika vírus no município. Médicos, enfermeiros e gerentes de unidades de saúde participaram nesta manhã (02), no auditório do Fórum de Várzea Grande de uma capacitação, cujo objetivo é fortalecer os trabalhos de prevenção, diagnóstico e manejo clínico de casos suspeitos dessas doenças.

A chegada do período chuvoso requer uma maior atenção, principalmente, no combate ao mosquito Aedes aegypti, por isso é preciso que haja uma mobilização para que não ocorra o aumento dos números de casos dessas doenças e mortes. “Em 2018 foram notificados 12.890 casos de dengue, chikungunya e zika vírus. Já em 2019 foram notificados 503 casos, dessas doenças até a presente data. “ O que estamos fazendo hoje é antecipando as ações de combate e prevenção da doença. Neste primeiro momento, atualizando as informações, de acordo com o Plano Municipal de Contingência, para podermos elaborar estratégias que serão adotas já neste mês de dezembro, tanto nas medidas de prevenção quanto ao diagnóstico preciso destas doenças, para evitar óbitos”, informou o secretário de Saúde, Diógenes Marcondes.

Na oportunidade, o secretário lembrou ainda da importância do trabalho dos agentes de endemias. São eles os responsáveis em fazer a busca ativa dos casos casa a casa. “Nossos agentes desempenham papel importante na Saúde Pública, visto que são conhecedores e próximos das comunidades em que vivem. Visitam casa a casa com o trabalho preventivo e de orientação o que resulta em mudança de comportamento na comunidade em que atuam. No caso do combate aos criadouros do Aedes, ao entrar nas casas junto com os moradores são dadas as orientações necessárias e preventivas na eliminação desses criadouros. Formando assim uma corrente de ações que somadas ajudam o município a reduzir essas incidências e casos da doença na proteção à vida. Esse trabalho tem sido importante na diminuição de casos dessas doenças no município”.

Durante o encontro o médico infectologista Tiago Rodrigues Viana destacou a importância de se fazer um diagnóstico preciso e do tratamento contra doenças causadas por viroses, que apresentam sintomas comuns como febre, secreção e náuseas, o que pode confundir pacientes e médicos. “A dengue é uma virose, mas se o agente causador não é conhecido, é necessária a realização de exames específicos para a detecção da doença”.

O especialista alertou ainda que a dengue continua sendo a doença que mais preocupa. “Febre, dor de cabeça e dor no corpo são os principais sintomas. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde. A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, com a dengue hemorrágica que pode levar à morte”.

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