Notícias de Última Hora :

Membros da Academia Mato-grossense de Letras prestigiam lançamento de livro de estudante cuiabano

Pacu entra no cardápio de restaurante internacional

Grupo São Benedito retoma lançamento imobiliário com condomínio recorde de vendas

Pesquisa aponta vitória de Edemil Saldanha(DEM) em Santo Antônio do Leste-MT

Com ampliação de horário e final de ano chegando academias começam a ter mais procura em Cuiabá

Com volta às aulas permitidas, escola de Cuiabá promove visita guiada com alunos do infantil

Após pandemia, professor aposta em pousada sustentável em Cáceres

Aumento de 35% para 40% do desconto em folha e taxas menores beneficiam aposentados e pensionistas do INSS

MDB lança Léo Bortolin à reeleição em Primavera do Leste

Fonoaudióloga alerta sobre perda da audição em crianças

Cresce em Cuiabá a procura por eletroestimulação para pacientes recuperados da Covid-19

Advogado, com orgulho! (Giroldo Filho)

Para facilitar a comunicação, empresa cuiabana doará máscaras transparentes para famílias de pessoas com perda auditiva

Por erro de cálculo, empresários pagam mais impostos do que deveriam, alerta professora da UFMT

Projeto do Deputado Estadual Thiago Silva cria a medalha Pastor Sebastião Rodrigues de Souza

Estudante de Cuiabá participa de live para arrecadar fundos para combater covid 19

Estado atende deputado Thiago e entrega 2 ambulâncias para Rondonópolis

Perda auditiva não tratada gera mais gastos com a saúde, diz pesquisa

Empresa de aparelhos auditivos faz atendimento humanizado a pacientes

Um baile de máscaras em meio à pandemia

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Petrobras vai esperar petróleo acalmar para ajustar gasolina

Bolsonaro prometeu providências caso escalada da crise no Oriente Médio leve a disparada no preço do petróleo

A Petrobras vai esperar o mercado de petróleo se acomodar antes de decidir por reajustes nos preços dos combustíveis para responder à escalada das cotações internacionais após o assassinato do general iraniano Qassim Suleimani na madrugada desta sexta-feira (3).

O presidente Jair Bolsonaro prometeu providências caso a escalada da crise no Oriente Médio leve a disparada no preço do petróleo. Ele frisou, porém, que a linha do governo é a de não interferir na política de preços da estatal.

A cotação do petróleo tipo Brent, negociado em Londres e usado como referência internacional, subiu cerca de 3,50% diante de incertezas sobre os impactos no fornecimento da matéria-prima em meio a tensões na região.

A reportagem apurou, entretanto, que a Petrobras vai repetir estratégia adotada após os ataques a refinaria na Arábia Saudita, em setembro, quando esperou por dois dias a definição de novos patamares de preços. Naquela ocasião, o preço da gasolina subiu 3,5% e o do diesel, 4,2%.

A lógica é a de aguardar o mercado se acalmar, para evitar repassar ao consumidor a volatilidade no mercado internacional.

A postura reforça expectativa de investidores com relação à nova gestão da política de preços da estatal.

“O [presidente da Petrobras] Roberto Castello Branco mudou a política de reajustes diários e deve esperar mais um pouco para ver como se comportam os preços internacionais”, diz o analista Pedro Galdi, da Mirae Asset Wealth Management.

 

Em nota, a estatal afirmou que “segue com o processo de monitoramento do mercado internacional” e acrescentou que “de acordo com suas práticas de precificação vigentes, não há periodicidade predefinida para a aplicação de reajustes” dos combustíveis.

 

“A empresa seguirá acompanhando o mercado e decidirá oportunamente sobre os próximos ajustes nos preços”, completou a Petrobras.

 

Bolsonaro confirmou a estratégia em entrevista após visitar a primeira-dama Michelle no hospital, onde ela se recupera após procedimentos cirúrgicos estéticos realizados na quinta (2).

 

“Conversei com o presidente da Petrobras e, a exemplo do que aconteceu na Arábia Saudita, o ataque de drones, em poucos dias volta à normalidade. A gente espera que aconteça agora também”, disse, frisando que, se as cotações continuarem a subir, “tem que tomar providência”.

 

“Eu converso com o almirante Bento [Albuquerque, ministro de Minas e Energia], eu converso com o presidente da Petrobras, o Paulo Guedes [ministro da Economia], e nós temos uma linha de não interferir. [Vamos] acompanhar e buscar e soluções”, declarou.

 

Como medida alternativa, ele sugeriu que governadores abram mão de possíveis ganhos com a arrecadação do ICMS caso haja um incremento do preço do petróleo, para reduzir o impacto da variação na ponta para os consumidores.

 

“A gente apela para governadores. Vamos supor que aumente 20% o preço do petróleo. Vai aumentar 20% o ICMS. Não dá para os governadores cederem um pouco nisso também? Porque todo mundo perde. Quando você mexe em combustíveis toda a nossa economia é afetada nesta questão”.

 

A Petrobras reajustou a gasolina pela última vez no dia 27 de novembro, com alta de 4%. Já o preço do diesel foi elevado em 3% no dia 21 de dezembro, o terceiro aumento em pouco mais de um mês.

 

A política de preços da estatal prevê o acompanhamento de um conceito conhecido como paridade de importação, que inclui as cotações internacionais do petróleo, a taxa de câmbio e custos para trazer os produtos ao país.

 

Para o analista da Oanda Edward Moya, as cotações do brent devem ultrapassar os US$ 70 (R$ 283, ao câmbio atual) na semana que vem e podem se manter nesse patamar, já que o mercado pode começar a trabalhar com a possibilidade de conflito militar limitado nas próximas semanas.

 

Para o pesquisador visitante da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e coordenador-técnico do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Rodrigo Leão, o comportamento das cotações do petróleo vai depender da reação de Rússia e China, que já declararam apoio ao Irã.

 

“Se a Rússia se envolver de forma intensa, pode haver uma elevação mais abrupta das cotações”, avalia. Para ele, porém, ainda e cedo para fazer projeções. “[A postura da Petrobras] é uma postura correta, prudente”, afirma.

 

Um cenário de cotações em alta tornaria inevitável o reajuste nos preços internos dos combustíveis. A manutenção do petróleo em patamares mais elevados, lembra Galdi, tem efeitos na inflação e pode alterar planos dos bancos centrais ao redor do mundo.

0 Reviews

Write a Review

Ler Anterior

TCE nega pedido de empresa para retomar contrato de R$ 40 mi em Cuiabá

Leia em seguida

Bolsonaro patina para cumprir promessas após primeiro ano de governo