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domingo, 25 de outubro de 2020

Irã responde aos EUA com ataque a duas bases americanas no Iraque

Os alvos foram a base aérea de Ain al Assad, no oeste do país, e uma base próxima ao aeroporto de Erbil

A Guarda Revolucionária do Irã realizou um grande ataque com mísseis contra duas bases iraquianas que abrigam militares dos Estados Unidos na madrugada desta quarta (8, terça à noite no Brasil).

Os alvos foram a base aérea de Ain al Assad, no oeste do país, e uma base próxima ao aeroporto de Erbil, quarta maior cidade do Iraque e capital da região autônoma do Curdistão, no norte. Ainda não há informação sobre vítimas.

O ataque ocorre após grupos armados pró-Irã prometerem unir forças para responder à ofensiva de um drone americano que na sexta matou em Bagdá o general iraniano Qassim Suleimani e o líder militar iraquiano Abu Mahdi al Muhandis, entre outras pessoas.

Suleimani chefiava a força de elite da Guarda Revolucionária, chamada Quds, e era considerado a segunda pessoa mais importante do Irã, atrás apenas do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

O Pentágono confirmou que os mais de 12 mísseis foram disparados pelo Irã. “Está claro que esses mísseis foram lançados do Irã e tinham como alvo duas bases militares iraquianas onde havia tropas americanas e aliados em Al Assad e Erbil”, disse um funcionário do departamento de Defesa. “Estamos trabalhando nas avaliações iniciais dos danos.”

Segundo ele, as bases estavam em alerta máximo por conta de “indicações de que o regime iraniano planejava atacar” forças americanas na região.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, escreveu no Twitter que o Irã agiu em autodefesa. “Não queremos guerra, mas nos defenderemos contra qualquer agressão.”

 

De acordo com um oficial americano, os ataques iranianos começaram exatamente à 1h20, mesmo horário em que Suleimani foi morto pelos americanos enquanto deixava o aeroporto de Bagdá. Mais tarde, houve uma segunda onda de ataques, informou a agência de notícias Tasnim, baseada em Teerã.

 

O revide começou no dia em que o cortejo fúnebre de Suleimani chegou à sua cidade natal, Kerman, depois de passar pelo Iraque e por diversas cidades do Irã. Uma confusão na procissão de centenas de milhares de pessoas deixou ao menos 56 mortos e 213 feridos.

 

“A vingança feroz da Guarda Revolucionária já começou”, disse a Guarda em um comunicado distribuído pelo Telegram, segundo o jornal The New York Times.

 

Um alto funcionário do Irã postou uma imagem da bandeira do país em uma rede social, em alusão a uma publicação semelhante feita por Trump após o ataque que matou o general iraniano.

 

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, o presidente Donald Trump está monitorando a situação. Ele se reuniu na Casa Branca com o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o secretário de Defesa, Mark Esper.

 

Trump respondeu em seu Twitter que “tudo está bem!” e que a avaliação dos danos e mortes ainda está em andamento. Ele afirmou que deve fazer um pronunciamento sobre os ataques na quarta (8) pela manhã.

 

O primeiro-ministro da região do Curdistão no Iraque, Masrour Barzani, disse em um post em uma rede social que falou por telefone Mike Pompeo, e que sugeriu maneiras de diminuir a escalada e conter a situação.

 

O telefonema ocorreu depois que o Irã lançou um ataque com mísseis à base aérea iraquiana de Ain Al-Asad, que hospeda as forças americanas. (Relatório por Alaa Swilam; Edição por Himani Sarkar)

A base aérea atingida em Ain al Assad fica na província de Anbar, a cerca de 200 km de Bagdá. É um centro das operações americanas no oeste do país há vários anos. Foi construída em 2017, como parte da campanha dos EUA contra o Estado Islâmico -à época, abrigava cerca de 500 militares e civis americanos.

 

Uma parte dos soldados partiu após a derrota do Estado Islâmico, no ano passado, mas ainda assim o local é significativo. Em dezembro de 2018, Trump visitou de surpresa as instalações -foi a primeira vez que o republicano visitou tropas estacionadas em uma zona de combate.

 

Já a base de Erbil é um centro de operações usado por helicópteros e aviões como base para operações no norte do Iraque e Síria.

 

Após o ataque, o Pentágono afirmou que tomaria todas as medidas necessárias para proteger os soldados e civis na região. Mais de 5.000 soldados dos EUA permanecem no país, com outras forças estrangeiras, como parte de uma coalizão que treinou e apoiou as forças de segurança iraquianas contra a ameaça de militantes do Estado Islâmico.

 

Em um comunicado, a agência de aviação americana proibiu aviões de passageiros de voarem sobre o Iraque, o Irã e o Golfo Pérsico.

 

Mais cedo na terça, o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, disse que os Estados Unidos deveriam antecipar a retaliação do Irã pelo assassinato de Suleimani.

 

“Acho que devemos esperar que eles retaliem de alguma forma”, disse Esper em entrevista coletiva no Pentágono. “Estamos preparados para qualquer contingência. E então responderemos adequadamente ao que eles fizerem.”

 

Também nesta terça, uma importante autoridade iraniana disse que Teerã estava considerando vários cenários para vingar a morte de Suleimani. “Vamos nos vingar, uma vingança dura e definitiva”, disse o chefe da Guarda Revolucionária, general Hosein Salami, às multidões que lotavam as ruas para o funeral de Suleimani em Kerman.

 

O Parlamento do Irã aprovou nesta terça uma lei que designa as Forças Armadas dos Estados Unidos como “terroristas”, ao passo em que a Guarda Revolucionária pediu a retirada total do Exército americano do país. ​

 

Autoridades dos EUA disseram que Suleimani foi morto por causa da inteligência sólida, indicando que as forças sob seu comando planejavam ataques a alvos americanos na região, embora não tenham fornecido provas.

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