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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Acusado de complô, vereador registrou conversas em cartório

Servidora mudou depoimento junto à Polícia Civil e afirmou que versão anterior foi “armação” contra Emanuel

O vereador Abílio Júnior (PSC) afirmou que registrou em cartório uma ata notarial com cópias de todas as conversas de WhatsApp que teve com a servidora da Saúde Municipal, Elizabete Maria de Almeida.

Ata notarial é um mecanismo por meio do qual o tabelião – a pedido de parte interessada – lavra um instrumento público formalizado pela narrativa fiel de tudo aquilo que verificou, servindo de prova para utilização nas esferas judicial, extrajudicial e administrativa.

Elizabete acusou o vereador de tê-la orientado a manter a história falsa de que ela teria participado de um jantar na casa do vereador Juca do Guaraná (Avante) no dia 21 de novembro, mesmo já sabendo que ela não participara do evento.

Na primeira versão – que ela deu à Comissão de Ética da Câmara e à Polícia Civil em novembro -, Elizabete relatou que durante o jantar na casa de Juca viu prefeito pagando propina para que vereadores cassassem o mandato de Abílio, que responde a um processo na Comissão de Ética.

Porém, em um outro depoimento, dado ao delegado José Ricardo Garcia Bruno, da Delegacia de Combate aos Crimes de Corrupção (Deccor), no dia 7 de dezembro, ela reconheceu que não foi ao jantar.

 

Neste último depoimento, Elizabete revelou que mesmo sabendo que ela não havia comparecido à festa, Abílio a orientou a manter a versão em depoimento à Polícia Civil.

 

“Encaminhei para o delegado cópia da minha conversa por WhatsApp com ata notarial. Agora é esperar a Polícia concluir as investigações”, afirmou.

 

Ele ainda negou que tenha orientado a servidora a manter a história fantasiosa. “Se ela disse isso mesmo, esse depoimento dela é uma mentira. E se é uma mentira, ela foi orientada por alguém. Pode ser pelo advogado dela ou qualquer outra pessoa. Porque em momento algum eu pedi a ela uma coisa que ela não tinha”, afirmou.

 

Segundo Elizabete, Abílio a teria levado ao Hotel Delmond, em Cuiabá, na noite de 26 de novembro, horas depois de prestar depoimento na Comissão de Ética. No hotel, teriam conversado por cerca de duas horas, e Abílio teria tomado conhecimento de que ela não esteve no jantar.

 

Ainda assim, conforme consta no depoimento, o vereador pediu que ela mantivesse a versão em um depoimento que seria dado à Defaz um dia depois.

 

Encontro

 

O vereador admitiu que se encontrou com a servidora no saguão do hotel junto a outras pessoas.

 

Ele relatou que, naquela noite, foi até a casa dela e a servidora disse temer pela sua vida, visto que havia feito denúncias graves contra poderosos políticos de Cuiabá.

 

Por isso, Abílio teria chamado um grupo de policiais para acompanhar ele e a servidora até o hotel.

 

“Nós falamos: ‘Para sua segurança, vamos para um hotel. Lá tem recepcionista, segurança, e você dormirá tranquila’. Depois de um tempo conversando com ela, ela concordou. Mas existia um clima de tensão e preocupação naquele momento. E se essa mulher some? Ela havia feito uma denúncia muito grave”, disse Abílio, que confessou ter pago a conta do hotel.

 

“Eu cheguei a insistir: ‘Você tem certeza que estava na casa do Juca do Guaraná?’; ‘você tem provas disso?’; ‘Deixa eu ter acesso às provas?’. Durante o tempo no hotel e na delegacia, ela não apresentou nenhuma prova. Inclusive, ela levou para delegacia tudo o que a gente tinha”, completou.

 

Segundo Abílio, a servidora afirmou que tinha provas como vídeos e imagens do prefeito Emanuel Pinheiro oferecendo dinheiro aos vereadores. Com medo de que o depoimento na Comissão de Ética pudesse “desaparecer” ou de que ele não tivesse acesso, Abílio pediu para que a servidora gravasse um vídeo reafirmando o caso.

“Por fim, dissemos: se você tem prova e garante o que diz, vamos gravar um vídeo. Porque se o vídeo da Comissão de Ética sumir, a gente teria o vídeo. Ela concordou e gravou explicando tudo o que ela havia falado na Comissão de Ética”, disse. A reportagem, no entanto, não teve acesso a esse vídeo.

 

“Tenho pena dela”

 

Segundo Abílio, no dia seguinte, 27 de novembro, a servidora e o vereador seguiram para a Delegacia Fazendária, à época responsável por investigar e registrar denúncias de corrupção. A mulher fez um boletim de ocorrência contando sobre o suposto jantar e disse que presenciou o oferecimento de propina.

 

No entanto, em novo depoimento, ela mudou a versão e disse que não esteve presente no jantar. Elizabete contou que criou a história para proteger a sua superior imediata no Hospital São Benedito, Cláudia Almeida Costa – que foi quem esteve no jantar.

Defaz - Elizabete Maria

À época, o hospital passava por cortes de funcionários e Claudia – que também era amiga da servidora – temia ser uma das demitidas.

“Eu tenho pena dela. Porque ela entrou em uma situação complicadíssima. Não sei quem pediu para ela fazer isso e ela vai responder por essa situação grave”, afirmou.

“Fica uma incógnita: alguém estava na casa do Juca. Alguém mandou foto e vídeo de lá. O que estavam fazendo? Tinha gente lá e essa pessoa não era eu. Se não era essa mulher, quem estava lá?”, indaga Abílio.

Abílio será ouvido pela autoridade policial no dia 17 de janeiro. O delegado ainda deve ouvir a servidora Cláudia, apontada como a pessoa que esteve presente no jantar.

 

Após tomar conhecimento das acusações, Emanuel Pinheiro protocolou na Assembleia um pedido para que fosse investigada uma suposta tentativa de articulação na Polícia Civil, visando lhe prejudicar.

 

Emanuel entregou um documento aos deputados Eduardo Botelho (DEM) e Janaina Riva (MDB), relatando que dois delegados teriam recebido a incumbência de “incriminá-lo” com base em um boletim de ocorrência feito pela servidora.

 

Os delegados, segundo relatou o prefeito, seriam Lindomar Tofoli e Anderson Veiga. Eles teriam sido expressamente orientados a lhe “detonarem”, alegou Emanuel.

 

Os delegados, no entanto, não teriam visto base sólida nas acusações da servidora e teriam se posicionado contra iniciar a investigação.

 

Agora, o presidente Eduardo Botelho deve dar encaminhamento à denúncia de Emanuel – seja para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou o encaminhamento dos supostos atos ao Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), do Ministério Público Estadual (MPE).

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