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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

MDB encomenda pesquisa e deve se manter ao lado de Mendes em eleições ao Senado

Esposa do cacique do MDB em Mato Grosso, o deputado federal Carlos Bezerra, a ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Teté Bezerra (mesmo partido), afirmou ao Única News, nessa quinta-feira (16), que seu partido encomendou uma pesquisa para avaliar o melhor nome para ser lançado à disputa para a eleição suplementar ao Senado.

A legenda avaliará o nome dela e de Carlos Bezerra, além dos outros que se dispuseram a disputar o pleito e que fazem parte da base do governador Mauro Mendes (DEM): o chefe do escritório de representação do estado em Brasília, Carlos Fávaro (PSD), o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), a superintendente do Procon de Mato Grosso, Gisela Simona (Pros) e o ex-governador Júlio Campos (DEM).

“Vai ser feita uma pesquisa para traçar o perfil do candidato, para avaliar os nomes que estão sendo colocados pelos partidos para depois o MDB tomar uma posição. A pesquisa será feita agora em janeiro. Isso é o que foi discutido e o que vai ser avaliado”, explicou.

A expectativa é que haja um consenso na base do Governo e que, dos citados, apenas um saia candidato, evitando assim um “racha” entre os partidos que dão sustentação a Mendes.

“A conversa é de que a gente tenha uma candidatura única da base, sim, que seja consenso entre todos esses partidos. O nome que estiver melhor avaliado dentro da base, é o que será candidato”, disse Teté.

Vale lembrar que o governador Mauro Mendes defende que a vaga da senadora seja imediatamente destinada a ao terceiro colocado na disputa, Carlos Fávaro. Ele entrou com pedido de liminar (provisório) alegando que Mato Grosso não poderia ficar sem representatividade no Senado Federal, estando com apenas dois de três senadores em plenário.

A movimentação segue intensa nos bastidores desde que a Selma Arruda teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico e caixa dois nas eleições de 2018.

Além de Teté, Bezerra, Pivetta, Fávaro, Gisela e Júlio, são cotados para a eleição suplementar: o deputado federal Nelson Barbudo (PSL), e Leonardo Albuquerque (SD); o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho; os deputados estaduais Elizeu Nascimento (DC), Lúdio Cabral (PT), Max Russi (PSB), Silvio Fávero (PSL) e Dilmar Dal’Bosco (DEM); o ex-ministro Blairo Maggi; o ex-senador Cidinho Santos; o deputado federal Nilson Leitão (PSDB); o ex-governador Pedro Taques (PSDB); o ex-prefeito de Rondonópolis Adilson Sachetti (PRB), o ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT) e o vereador por Cuiabá, Mário Nadaf (PV)

“É a oportunidade de Mato Grosso. O senado é um espaço político muito importante, porque é lá que se discutem os estados brasileiros, é importante que Mato Grosso tenha um representante à altura do que precisa e merece. É pequena a bancada, são apenas três senadores por Estado, e esses três têm um peso político muito grande, por isso é importante que Mato Grosso preencha logo essa vaga”, avaliou Teté.

A eleição

A disputa suplementar ainda não tem data definida para ocorrer. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) se reúne em 22 de janeiro, em sessão plenária, para definir o pleito. A data mais provável é 26 de abril, no entanto, não é oficial.

 

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