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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Cuiabanos são impactados com aumento no preço dos alimentos

O governo diz que cabe aos supermercados explicarem o porquê dos aumentos

Um novo aumento percebido pelos consumidores cuiabanos, após a mudança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), de 10,5% para 12,5%, com a reforma tributária promovida  pelo governo do Estado em Mato Grosso, foi sentido nos supermercados, especialmente no preço das frutas.

No mês de janeiro, época da safra de frutas como abacate, os valores dele estão entre R$ 8 a R$ 12, além da uva, vendida em torno de R$ 8,99, o quilo, e do abacaxi que já foi conferido por R$ 8 a unidade. O campeão é a nectarina, vendida em média a R$ 27, 99, o quilo.

A pera, cuja safra estaria próxima, em fevereiro, foi conferida a R$ 21,90 o quilo, da Red, R$ 23,90 da importada, e R$ 12,98 da nacional. Além dos quilos do Kiwi por R$ 27,98, ameixa a R$ 15,49 e goiaba a R$ 11,98.

Um outro valor que chama a atenção é da atemoia, uma fruta híbrida entre a chirimoia e a pinha, vendida a R$ 34,90, em uma rede de supermercados da capital mato-grossense.

Apesar do Governo do Estado de Mato Grosso anunciar que manteve a isenção aos produtos da cesta básica, que lista o leite, feijão, arroz, farinha, batata, legumes (tomate), pão francês, café em pó, frutas (banana), açúcar, banha/óleo e manteiga, não é isso que o consumidor vem sentindo na hora de pagar a conta no caixa do supermercado.

O governador Mauro Mendes (DEM) chegou a marcar uma reunião com comerciantes nesta quinta (30). O gestor diz que cabe aos supermercados explicarem o porquê dos aumentos substanciais nos preços destes produtos, especialmente do açúcar, uma vez que o Estado continua a não cobrar um único centavo de ICMS sobre o produto.

Quanto ao preço do açúcar, foi conferido e divulgado no site oficial do governo de Mato Grosso, que até dezembro de 2019, o açúcar cristal de dois quilos era vendido a uma média de R$ 3,50. Desse valor, R$ 2,76 era o preço que o dono do supermercado pagava pelo produto. Como não é cobrado imposto sobre os alimentos da cesta básica, os R$ 0,74 restantes do açúcar eram o lucro do proprietário.

Porém, atesta também que, com a nova legislação, o açúcar cristal de dois quilos passou a ser vendido, em média, por R$ 4,56. Desse valor, o dono do supermercado continuou a pagar os mesmos R$ 2,76 pelo produto e também continuou a não ser cobrado imposto do açúcar, tendo o dono do supermercado aumentado a margem de lucro para R$ 1,80.

Nesta quarta-feira (30) será realizada uma audiência pública com os técnicos da Secretaria de Fazenda (Sefaz), membros do setor produtivo e imprensa para mostrar a realidade sobre o aumento nos preços dos produtos.

Em contato com a fiscalização da Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT), foi informado ao  que pretendem fazer o monitoramento na venda de alimentos e nas farmácias, após encerrar a fiscalização nos postos de combustível.

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