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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Réu em desvio de R$ 1,6 milhão acusa 9 delegados, promotores e juízes em MT

Willian César Batista de Jesus tenta gerar suspeições em processo na reta final

Réu numa ação por desvios de R$ 1,658 milhões na Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC-MT) desbaratados na “Operação Cupititas” em 2015, o empresário Willian César Batista de Jesus formalizou no dia 27 de janeiro deste ano uma série de acusações contra os delegados Mário Demerval Aravechia de Resende, Eduardo Botelho e Gerson Vinicius Pereira, promotores Sérgio Silva da Costa, Márcia Furlan e Ana Cristina Bardusco Silva, juízes Marcos Faleiros, Ana Cristina Mendes e Raquel Fernandes Alencastro, além do advogado Fábio Griggi Pedrosa. Ele registrou as denúncias num documento protocolado no cartório na cidade de Palhoça, em Santa Catarina, numa tentativa de que o processo em que responde com outras pessoas, que já está na reta final, seja sentenciado levantando suspeição de várias autoridades.

Willian César Batista de Jesus é marido da ex-presidente da AACC-MT, Telen Aparecida da Costa. Os desvios na entidade teriam acontecido entre os anos de 2008 e 2015 sendo desbaratados pela Polícia Civil.

Em sua denúncia, ele revela que o MP-MT articulou com o Conselho Tutelar do município catarinense para verificar uma suposta denúncia de maus tratos contra os filhos do casal suspeito de desvios na AACC. A nebulosa história tem início em dezembro de 2015.

Segundo Willian, o Poder Judiciário Estadual, o Ministério Público do Estado, e a PJC, teriam agido em conjunto para proteger uma das diretoras-executivas da AACC, Otília Fernandes Alencastro – servidora federal e irmã da juíza que atua no Tribunal de Justiça (TJ-MT), Raquel Fernandes Alencastro. Em 17 de dezembro daquele ano, Willian conta que ainda residia em Mato Grosso, mas que estava a negócios em Santa Catarina quando recebeu a ligação do cunhado que relatou que a casa de sua mãe, sogra de Willian, estava “abarrotada de policiais”.

O marido da ex-presidente da AACC conta que o delegado Mário Demerval Aravechia de Resende, que se encontrava na diligência, exigiu a apresentação de Willian e de sua esposa naquele mesmo dia sob pena de “mandar para o presídio” a sogra do empresário, Edite Gonçalves de Arruda Costa, e o contador Luciano Gledson Monteiro Catelan. Ambos também denunciados. “Não tenho interesse nenhum em manter o Luciano e a Dona Edite presos, mas para liberá-los quero você e Willian aqui hoje antes da 18 horas, pois, do contrário, vou mandar a sua mãe e o Luciano para o presídio ainda hoje, junto com todo tipo de bandidagem que você não consegue nem imaginar”, teria dito o delegado da PJC.

O empresário segue na denúncia contando que chegou em Cuiabá naquele mesmo dia (17 de dezembro de 2015), por volta das 20h, oportunidade em que tanto Edite Gonçalves quanto Luciano Gledson foram soltos pelas autoridades policiais. Na sequência, Willian afirma que a família foi alvo de “tortura psicológica” pela PJC. “O tempo todo saíam e entravam da sala dizendo que a imprensa tinha chegado, diziam que faziam questão de mostrar suas caras no programa ‘Fantástico’ para que ‘a sociedade decidisse seus destinos’, pois tinham certeza que um linchamento em praça pública era o mínimo que receberiam”, revela o empresário.

Willian também afirma que além de Mário Demerval Aravechia de Resende, outro delegado da PJC, Gerson Vinícius Pereira, também presente na operação, iniciaram uma “verdadeira batalha” para que naquele mesmo dia 17 de dezembro os detidos confessassem os crimes sob a prática de extorsão: se eles aceitassem pagar R$ 2 milhões, Edite Golçalves e Luciano Catelan não seriam denunciados. Quando ao empresário e sua esposa, Telen Aparecida Costa, a promotora do MP-MT, Ana Cristina Bardusco, que também faria parte do “conluio”, iria imputar aos suspeitos “crimes menores”. “Diversas reuniões ocorreram no gabinete da promotora do período de fevereiro a maio de 2016. Que possui provas documentais dessas reuniões. Que elas eram noticiadas na imprensa, inclusive, e o controle de acesso ao órgão certamente pode confirmar isso. Ou era isso ou era a prisão pois tanto o delegado quanto promotora e o advogado da associação pressionavam por representar pela prisão preventiva caso não passem o valor exigido de R$ 2 milhões”, diz ele na denúncia.

O advogado da AACC citado por Willian em sua denúncia é Fabio Griggi, que também teria intermediado o suposto pagamento ilícito. A proposta de pagamento R$ 2 milhões quase foi levada a cabo.

Segundo Willian, escrituras de imóveis e veículos foram disponibilizados, porém, no último instante, o casal teria sido informado pelo advogado que o representante legal da AACC, Fabio Griggi, lhe havia telefonado e contado que o nome da promotora de justiça Ana Cristina Bardusco, e nem mesmo o Ministério Público do Estado, constariam do documento do acordo.

O fato fez com que o casal desconfiasse da negociação, se recusando a realizar os pagamentos. A negativa do repasse ilícito, segundo Willian, fez com que uma representante do Conselho Tutelar, em Santa Catarina, aparecesse na residência do casal a partir de uma denúncia de maus tratos realizada pelo MP-MT como retaliação. “Após formalmente declinarem da negociata, eis que, certo dia, chega a sua casa em Santa Catarina, uma profissional do Conselho Tutelar para dar cumprimento à uma inspeção com base em uma denúncia feita contra o declarante e sua esposa por acusação de maus tratos contra seus filhos. A profissional disse que a denúncia tinha sido encaminhada pela rede integrada de proteção através do Ministério Público de Mato Grosso”, acusa.

Segundo eles, ao não constatar que os filhos do casal sofriam maus-tratos, a conselheira tutelar se retirou da residência sem tomar nenhuma medida. Conforme Willian, o delegado Mário Demerval promoveu a destruição das provas que beneficiavam os investigados e, ainda, os delegados Gerson Vinícius Pereira e Eduardo Botelho de Paula criaram provas falsas de transferência de propinas para incriminá-los, com a omissão da promotora Márcia Furlan e juízes Ana Cristina Mendes e Marcos Faleiros, que “foram cooptados pela quadrilha”.

RETALIAÇÃO

No documento, Willian César Batista de Jesus revela que teme pela própria vida e dos familiares pois, em sua avaliação, o Brasil é o país da “queima de arquivo” e de “assassinatos brutais” e aponta que o processo que apura os desvios na AACC encontra-se em segredo de justiça para “proteger” os verdadeiros autores das supostas fraudes. O empresário também analisa que na época dos fatos – fim de 2015 e início de 2016 -, o país passava por uma “onda de prisões midiáticas, que, legais ou não, primeiro se prendia, depois se discutia” em alusão à operação “Lava Jato”.

Ele conta ainda que em Mato Grosso não era diferente “debaixo do poder da toga e da caneta arbitrária da autodenominada ‘Moro de Saias’”, numa referência à juíza aposentada, e senadora cassada, Selma Arruda (Podemos-MT). Wilian Cesar Batista de Jesus acusa os servidores públicos de alto escalão de Mato Grosso de organização criminosa, cárcere privado, tráfico de influência, exploração de prestígio, denunciação caluniosa, incitação à violência, coação no curso do processo, extorsão, concussão, violação de segredo de justiça, violação de sigilo bancário, violação de sigilo funcional, fraude processual, supressão de documentos dos autos, coação de advogado em audiência, omissão, prevaricação, cerceamento de defesa e advocacia administrativa.

O empresário requereu investigação junto à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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