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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

POUSO FORÇADO

por: Vivaldo Lopes

A economia mundial está fazendo um pouso forçado em decorrência dos danosos efeitos da pandemia do coronavírus. Inclusive a de Mato Grosso. Ainda que em intensidade menor que a do Brasil. Altamente dependente do setor agropecuário e da exportação de commodities agrícolas, a atividade econômica de nosso estado sentirá o tranco da desaceleração mundial. De um lado, dificilmente escapará de problemas nas exportações, principalmente para a China, o maior mercado dos produtos do agro mato-grossense. Acrescente-se nesse caldo as perspectivas de baixa nos preços dessas commodities em razão da redução da demanda mundial. O efeito dominó da retração da economia chinesa afetará outros parceiros comerciais de Mato Grosso, forçando queda do consumo e redução dos preços dos principais produtos de nossa pauta de exportação: soja e derivados, milho, carnes e algodão. Parte da produção será realocada no mercado doméstico, mitigando um pouco os danos. Os exportadores serão parcialmente recompensados pela desvalorização do real frente ao dólar que chegou à estonteante marca de R$ 4,58, a maior da história do país em valores nominais. É péssimo para a saúde econômica do país, mas favorece os exportadores.

A indústria de transformação/inovação não tem sido protagonista do crescimento econômico de Mato Grosso há décadas. Nos últimos trinta anos, esse protagonismo foi assumido pelo setor agropecuário que avançou em aumento de produção, produtividade e inovação tecnológica, transformando-se num dos maiores players agrícolas mundiais. Em momentos que a indústria mostrou avanços no impulso do crescimento estadual, foi puxada pela setor extrativista ou processamento de produtos do agro, alimentos, frigoríficos e, mais recentemente, etanol de milho. A indústria da construção civil mostra-se muito dependente do investimento público (estadual e federal) e do crédito imobiliário habitacional, cujo maior provedor tem sido o governo federal. Todos ficaram muito escassos com a longa recessão que o país e o estado enfrentaram de 2014 até final de 2016. As condições favoráveis para a economia de Mato Grosso no início de 2020 devem ser revisadas diante das incertezas que a crise está causando nas decisões de investimentos e de consumo das famílias.

O cenário nacional sente mais ainda que Mato Grosso os estragos da crise. Dois fatos contribuíram para as revisões de crescimento em 2020. Na última terça feira ( 03 ) o Federal Reserve – FED, o Banco Central americano anunciou, de forma surpreendente, corte na taxa de juros dos títulos do tesouro americano, passando mensagem ao mundo que admitem ser a atual crise  tão grave quanto a crise financeira de 2008-2009 que causou profunda recessão mundial. Indicou como antídoto à crise, aumentar a oferta de crédito na economia americana como estímulo ao consumo e ao investimento. Na quarta feira ( 04 ), bancos centrais de vários países seguiram a mesma toada e anunciaram corte nas suas respectivas taxas de juros. No Brasil, o mercado local, bancos e consultorias econômicas aumentaram as expectativas de que o Banco Central seguirá a mesma trilha e reduzirá a taxa básica de juros ( Selic) na próxima reunião para 4%, ou até mesmo 3,75% como medida anticíclica para estimular a atividade econômica e mitigar os efeitos da desaceleração. Outro fato relevante foi a divulgação, pelo IBGE, do crescimento do PIB brasileiro em 2019. O país cresceu 1,1%, quebrando expectativas de agentes do  mercado e abaixo do desempenho período do governo de Michel Temer que foi de 1,3%. Os dois fatos simultâneos ajudaram a acender os faróis amarelos para revisão das estimativas de crescimento da atividade econômica deste ano. Iniciamos 2020 com previsões de crescer 2,5% que já haviam sido reduzidas para 2%. Nesta quarta feira, grandes bancos e consultorias anunciaram revisões para 1,5% com viés de baixa, aumentando as expectativas sobre a reunião da diretoria do Banco Central agendada para a próxima semana.

Em âmbito mundial, a decisão emergencial do banco central americano seguida por bancos centrais de outros países, a revisão da estimativa de crescimento mundial divulgada pela  Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, oferta de crédito pelo FMI para os países enfrentarem os efeitos recessivos da crise confirmam que a pandemia iniciada na China tornou-se um problema global exigindo ações integradas das maiores potências de forma a evitar que o seu prolongamento vire uma nova recessão mundial com efeitos tão sinistros quanto os da crise financeira mundial de 2008/2009 que teve início nos Estados Unidos.

 

Vivaldo Lopes, economista formado pela UFMT, onde lecionou na Faculdade de Economia.  É pós-graduado em  MBA Gestão Financeira Empresarial-FIA/USP  (vivaldo@uol.com.br)

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