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quarta-feira, 3 de março de 2021

Secretária adjunta de administração e vitima de violência doméstica

Claudia Maria Tscha, secretária de administração de Aripuanã (a 700 km de Cuiabá), fez uma publicação nesse domingo (5), em seu perfil no Facebook, com duas fotos em que aparece com marcas de agressão física. Claudia deixou um poema sobre violência doméstica, em que chega a dizer “temer escrever sobre a própria morte”.

Na publicação já tem mais de 100 comentários de amigos e conhecidos, que mostram preocupação e apoio ao caso da secretária. Em um dos comentários, uma mulher diz que essa não é a primeira vez que Claudia foi vítima de violência por parte do companheiro. “De novo, Claudia?”, questiona o comentário.

Em outro comentário, uma mulher escreve: “Você precisa parar de se submeter a isso infelizmente ele nunca vai parar de fazer isso por que com a ex dele ele fazia o msm”, afirmando que o companheiro da secretária é acostumado a agredir mulheres.

Claudia tem um histórico de violência doméstica com o companheiro, que não teve a identidade revelada. Em 2019, ela já havia registrado vários boletins de ocorrência por lesão corporal, violação de domicílio, ameaça e até cárcere privado contra o companheiro.

A reportagem tentou contato com a secretária, mas até o fechamento da matéria, não obteve resposta.

Aumento dos casos de violência contra mulher em MT

O Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) alerta para o aumento dos casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres em todo o estado. No estudo, Mato Grosso se destaca com o aumento mais significativo no número de casos de feminicídio, crime que acontece quando uma mulher é morta em contexto de violência doméstica ou de simples aversão do assassino ao gênero feminino.

Em março de 2019, o estado registrou 2 assassinatos desta natureza, ao passo que no mesmo mês deste ano o número saltou para 10, um crescimento de 400%. Apesar disto, o levantamento mostra uma queda no registro de casos de violência doméstica. Em março de 2019, foram registrados no estado 952 Boletins de Ocorrência por lesão corporal dolosa contra mulher, enquanto em março de 2020 foram 744, uma queda de 21,9%.

Um novo estudo mais atualizado está sendo feito para contagem de casos nos últimos meses.

Denúncias – Nesse período de prevenção e combate à disseminação da Covid-19, todo atendimento ocorre por telefone e as petições são feitas via Processo Judicial Eletrônico (PJe). A Defensoria está entrando em contato, por telefone, com todas as mulheres cujas medidas protetivas foram encaminhadas à Instituição.

O Núcleo de Defesa da Mulher recebe denúncias e repassa orientações por telefone: (65) 3613-8200 e (65) 99304-9945.

Veja o poema compartilhado pela secretária:

Quantas vezes me agrediu
sem falar o que eu fiz
eu só queria ser feliz
você não compreendeu
o meu coração sofreu
sentindo o corpo padecer
em troca de tanto amor
tive sofrimento e dor
É difícil de entender
porque sou tão submissa
sirvo pra tua cobiça
teu momento de prazer
porém nada vou dizer
o meu direito é se calar
se nem piso na calçada
mesmo assim fico marcada
sem ter forças pra lutar
Apenas vou chorar
recuar mais uma vez
diante a tua embriaguez
nada posso recusar
tudo tenho que aceitar
calada sou agredida
escrava da própria vida
Gostaria de gritar
para o mundo inteiro ouvir
o tanto que sofri
vivo a merce da sorte
vou me recolher tão cedo
convivendo com o medo
de escrever a própria morte.

(Foto: Arquivo Pessoal) -

(Foto: Arquivo Pessoal) -

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