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segunda-feira, 26 de julho de 2021

Entre o escárnio e corações petrificados.

Começo a partir da leitura que inicializei do livro ‘Entre a Servidão e a Liberdade’, com a pergunta de Deleuze retomando Espinosa – por que lutamos por nossa servidão como se lutassemos pela liberdade? Eu, audaciosamente, vou mais longe – por que lutamos para petrificar nossos corações?
A nulidade dos sentimentos ao próximo anda revelando -se nesta pandemia numa espantosa tentativa de fazer da imprudência um destino! “A vida tem que seguir; Chega de frescura e tanto mimimi”, na brutal insensibilidade que tenta camuflar a gravidade do infortúnio.
Somos amorosos e amistosos ao próximo quando capazes de compreender que tem gente morrendo com uma morte tenebrosa. Com uma morte opressora de pulmões. Sufoco horripilante.
Lá no começo da pandemia, quando parecia que realmente ninguém acreditava na sua potência (muitos incentivado pelo príncipe nada virtuoso, diria Maquiavel), os crentes na ciência diziam: “as pessoas vão mudar quando acontecer com alguém próximo e com a família delas”. Pois foi exatamente isso que aconteceu. Inclusive nós viventes e sobreviventes da COVID 19, sabemos que não foi nada “de boa” passar por ela… mas seguimos aparente incólume, com corações petrificados.
Nada nos abala mais (assustadoramente), “enfrentamos” e seguimos. Cada um com sua sorte né?
Não se trata de ser moralista da pandemia, evidentemente os seres humanos, diante de grande adversidade, sempre assumem atitudes diversas que, com maior ou menor eficácia, funcionam como escudos psíquicos a protegê-los das incertezas e do medo.
Nessas adversidades, surge o tal do fiscal pandêmico. Não se enganem, todos nós somos. Desde os mais relapsos que sempre fizeram questão de mostrar mesmo que não seriam “punidos” pelo isolamento à aqueles que fazem questão de demonstrar todo receio. Dos viventes pandêmicos, prefiro ser os que fiscalizam festinhas e viagens pleno risco alto de contágio a ser fiscal de comorbidades alheia; Prefiro ser daqueles que são apontados como “o chato da máscara ou “aquele que nunca sai com a turminha” aos que não ligam para quem não usam máscara (pessoas sem máscara, com máscara errada ou caindo me irrita profundamente). Prefiro ser daqueles que não são neutros as atitudes de um governo e, aqui não se trata de ser intolerante às diferenças políticas e ideológicas, se trata de ser intolerante mesmo com a política da imunização natural de rebanho, ao descaso, ao genocídio em massa. Se trata mesmo de não tolerar a possibilidade de dialogicidade com o fascismo.
Diante das ameaças constantes sobre a vida humana do próximo, utilizo da frase muito usada por Priscilla Rezende do canal desin.fluêncer – “o inferno chamado Brasil”. O inferno chamado Brasil nos damos diariamente com máscara de crochê na farmácia, com máscara fina de pano no consultório, com os sem máscara nos elevadores; nos gabinetes. Há ainda os “tendências” de máscara de acrílico. Só sei que é difícil pra quem realmente sofre. Mas se me perguntam se estou muito mal porque sofro tanto, eu digo – estou bem por sofrer tanto, pois mal estaria se eu não sofresse. Sim seria MAU se eu não sofresse.
Quero finalizar dizendo que em meio ao avanço do obscurantismo, existem as resistências – vacinas; os dicursos que se desembocam há algum tempo têm a reaproximação das massas; os movimentos sociais conscientes com biossegurança para possibilidade de ocupação por aqueles que não têm carro e dinheiro para gasolina (que tá pra lá de aburdo né?). Pela possibilidade de ter novamente o direito de poder protestar, participar.
A pandemia tirou minha paz de uma forma geral, mas por eu dar tanto valor e contemplar a vida, sigo me agarrando nas resistências.

LETICIA SILVA DO PRADO é advogada do Sistema Penitenciário de Mato Grosso, servidora publica estadual, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MT

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