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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

A secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande amplia o programa Hiperdia para trazer mais qualidade de vida aos cidadãos

A secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande inova e acrescenta mais um projeto ao programa Hiperdia, com apoio tecnológico, disponibilizando aos pacientes videoaulas sobre atividade física, alimentação saudável, autocuidado, exercícios físicos e uso correto da medicação, conforme prescrição médica. O projeto piloto está sendo executado na unidade de saúde da Atenção Primária do Parque do Lago.

Para explicar melhor como funciona o novo projeto, o superintendente de Atenção Primária à Saúde, Giovani Renfro, esclarece como funciona o Programa Hiperdia do Sistema Único de Saúde-SUS.

“O programa Hiperdia é desenvolvido em todas as unidades básicas de saúde do município, que parte do princípio em cadastrar e acompanhar portadores de hipertensão arterial e os de diabetes mellitus atendidos na rede ambulatorial do Sistema Único de Saúde – SUS, permitindo gerar informação para aquisição, dispensação e distribuição de medicamentos de forma regular e sistemática a todos os pacientes. Os pacientes são acompanhados por equipes multidisciplinares, com acompanhamento médico e acesso gratuito aos medicamentos. Na sua maioria, o público é idoso, porém também temos crianças e jovens portadores das doenças”, explicou o superintendente.

Conhecendo este público e querendo melhorar o cuidado especial, de não só dar o medicamento, que é importante por controlar as doenças, segundo ainda Giovani Renfro, foi pensado em garantir uma melhor qualidade de vida a estes pacientes, que segundo pesquisas já realizadas pelo SUS, apontam a necessidade de associar projetos que melhoram ainda mais o bem-estar destes pacientes, com a realização de atividades físicas e alimentação saudável.

“Em decorrência da pandemia, a produção de videoaulas foi pensada para facilitar o acompanhamento das atividades do projeto online “Comunidade Ativa e Conectada”, para que os pacientes que não queiram participar presencialmente do programa, possam acompanhar em casa assistindo os vídeos e permitir que os familiares também possam participar junto com o paciente, desfrutando dos benefícios do projeto e estimulando a mudança de hábitos, como  a prática frequente de exercícios leves e importantes no dia-a dia, que podem ser feitos em casa, além de associar uma alimentação mais saudável, onde o paciente possa ter uma vida mais ativa e assim contribuir para a melhora da saúde e a qualidade de vida de toda a família”, explicou o superintendente.

Segundo a coordenadora do projeto, profissional em Educação Física, Anna Carolyna Costa Marques, os participantes do programa da atenção básica são orientados pelos profissionais da unidade, como enfermeiros, médicos, nutricionistas, tudo para contribuir para a promoção e prevenção da saúde dos participantes do programa Hiperdia, e agora associado ao novo projeto.

Os vídeoaulas são encaminhados via WhatsApp, para aqueles que possuem celular, e aqueles que não possuem celular, as aulas são dadas de forma presencial, atendendo todos os protocolos de biossegurança em decorrência da pandemia.

“Também proporcionamos a eles e os incentivamos a interagirem conosco, como exemplo, gravarem vídeos em casa de como estão evoluindo na prática dos exercícios ou durante a preparação de sua refeição, após as aulas de como ter uma alimentação mais saudável, dentro das suas condições econômicas, como exemplo, diminuir o sal da comida, usar menos óleo de cozinha, deixar de comer alimentos que podem potencializar as doenças e também os autocuidados com sua rotina”, disse ela.

“O projeto é piloto na unidade do Parque do Lago e já vamos estender para a unidade de saúde do Souza Lima (rural) e a localizada no bairro da Manga. Após avaliação dos resultados, pretendemos implantar em todas as unidades de saúde. O que pretendemos é dar mais assistência a nossa população que necessita do SUS, e evitar mortes por estas doenças. De acordo com a Sociedade Brasileiras do Diabetes atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas são portadoras da doença, o que representa 6,9% da população nacional.  O incentivo para uma alimentação saudável, balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade da nossa gestão à este público alvo, uma vez que o Ministério da Saúde adotou metas para frear o crescimento destas doenças crônicas, a hipertensão e diabetes, no país. Se o nosso paciente aceitar o projeto e envolver seus familiares, os benefícios são maiores para todos, porque o projeto trabalha também na prevenção familiar dessas doenças”, pontuou o secretário municipal de Saúde, Gonçalo de Barros.

Dona Jessi Sabará, 63 anos, moradora do bairro Maringá III, é assistida pela unidade de saúde do Parque do Lago, portadora de hipertensão e diabetes, faz o acompanhamento médico na unidade, recebendo os medicamentos necessários. Ela  participou do projeto Comunidade Ativa e Conectada, nesta semana, e aprovou.

“Me senti bem, vou continuar neste projeto, acho que vou aprender a me cuidar melhor. Vou orar pelo sucesso deste novo projeto, e que nunca acabe. Adquiri  mais conhecimento sobre as doenças e poderei ensinar minha família. Eu comendo certo, eles vão me acompanhar”, disse ela sorridente.

Já o senhor Eugênio Lourival Silva,  82 anos, também diabético e hipertenso, disse ter gostado da forma com que os profissionais conduziram as atividades físicas.

“Eu não andava muito, porque achava que não aguentava andar. Agora, de forma certa e com as orientações, acabei dando três voltas na pracinha, até eu estou admirado comigo mesmo. Agora é só continuar e melhorar e participar ativamente do projeto”, disse ele.

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